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Como escolher software jurídico: 12 perguntas antes de assinar

Trocar de sistema custa caro: leva os dados, o hábito da equipe e alguns meses de produtividade. Por isso a decisão se toma antes, com pergunta objetiva — e não depois, quando o processo já está lá dentro. Cada pergunta abaixo vem com o jeito de testar a resposta, porque em demonstração tudo funciona.

  1. De onde vem o processo
  2. Como o prazo é contado
  3. O que acontece quando o tribunal muda
  4. Quem é responsável pelo quê
  5. Como eu saio depois
  6. Onde ficam os documentos
  7. O cálculo tem memória
  8. Quanto custa quando eu crescer
  9. Como a IA cobra e o que ela vê
  10. Quantas pessoas cabem
  11. Quem atende quando quebra
  12. O que sobra se eu parar de pagar

1. O sistema busca o processo no tribunal, ou eu digito?

É a pergunta que mais muda o dia a dia. Peça a lista de tribunais e sistemas com captura automática: eproc, PJe, eSAJ e Projudi são tecnologias diferentes, e cobrir um não significa cobrir outro. Desconfie de “atendemos todos os tribunais”.

Como testar: peça para cadastrar um processo seu, do seu tribunal, na sua frente — não o processo da demonstração.

2. Como o sistema conta o prazo?

Dias úteis com exclusão do dia do começo é o mínimo. O que separa um sistema do outro é o calendário: feriado municipal e estadual, suspensão de expediente daquele tribunal e o recesso de 20/12 a 20/01.

Como testar: peça um prazo contado com os dias pulados à vista e confira um caso que você já sabe de cor. Se ele não mostra o que pulou, você não tem como auditar.

3. O que acontece quando o tribunal muda o site?

Muda com frequência, e a captura quebra. A pergunta não é “quebra?” — quebra sempre —, é em quanto tempo volta e como você fica sabendo. Sistema que quebra em silêncio faz você descobrir pelo prazo perdido.

Como testar: pergunte pela última vez que aconteceu, com data, e o que foi feito.

4. Dá para saber quem é responsável por cada processo?

Em escritório com mais de duas pessoas, metade do retrabalho nasce de “achei que você ia fazer”. Procure responsável por processo, caso e tarefa, com histórico de troca — e não só um campo de texto com o nome.

5. Como eu tiro meus dados de lá se quiser sair?

Pergunte antes de entrar, por escrito: o que é exportável, em que formato, e se os documentos vêm junto. O art. 18 da LGPD garante a portabilidade dos dados pessoais, mas a forma prática varia. Sistema do qual não se sai é sistema que pode aumentar preço à vontade.

6. Onde ficam os documentos, e por quanto tempo?

Peça o limite de armazenamento do plano, o custo do excedente e o que acontece com os arquivos se a conta for cancelada. Documento de processo é obrigação de guarda, não é foto de férias.

7. O cálculo sai com memória?

Valor sem memória não instrui petição e não sobrevive à impugnação. O que se exige é índice, período, fator e a conta visível — de preferência reproduzível por terceiro.

Como testar: refaça à mão um trecho do laudo. Se não bate e ninguém sabe explicar por quê, o problema aparece no processo.

8. Quanto custa quando o escritório crescer?

Peça o preço do excedente por unidade — processo, pessoa, usuário, armazenamento — e o que acontece ao ultrapassar a franquia: cobra automático, bloqueia ou avisa. Entrada barata com excedente opaco é a forma mais comum de a conta triplicar no segundo ano.

9. Como a inteligência artificial cobra, e o que ela enxerga?

Duas perguntas, não uma. Cobrança: peça o custo por operação e onde ele aparece antes de você gastar. Dados: pergunte por escrito se o conteúdo dos seus processos é usado para treinar modelo e o que dizem os termos de uso. As duas respostas têm de estar no contrato, não na conversa.

10. Quantas pessoas cabem, e quanto custa cada uma?

Franquia de usuários e preço do usuário adicional. Estagiário, secretária e contábil contam? Pergunte também se há permissão por perfil: em escritório com equipe, nem todo mundo pode ver tudo.

11. Quem atende quando quebra, e em quanto tempo?

Canal, horário e prazo de resposta. Se a resposta for “temos suporte”, insista: por onde, em que horário, e qual o prazo. Vale mais um número modesto e cumprido do que uma promessa de atendimento imediato.

12. O que sobra se eu parar de pagar?

Conta cancelada vira dado apagado, dado congelado ou dado acessível em leitura? Por quanto tempo? É a pergunta que ninguém faz na hora de assinar e todo mundo faz na hora de sair.

Onde o SIJUR fica nessas doze — incluindo o que ele não resolve

Seria estranho publicar o guia e fugir dele. Então, do que dá para conferir sem falar com vendedor nenhum:

Captura (1). Automática nos sistemas eproc; em PJe, eSAJ e Projudi a cobertura varia por tribunal — confirme o seu antes de contratar. Prazo (2). O cálculo usa o calendário do tribunal do processo, com feriado local e suspensão de expediente; a versão gratuita e pública dessa conta está no contador de prazos, que mostra quais dias pulou — e diz o que não sabe. Responsáveis (4). Existem por processo, caso e tarefa, com registro da troca. Cálculo (7). Laudo com memória; parte do motor está aberta nas nove ferramentas gratuitas, então dá para auditar o resultado antes de criar conta. Crescimento (8) e equipe (10). Franquia e preço do excedente publicados em /precos/ e em formato legível por máquina em /pricing.md: processo, pessoa e caso a R$ 0,25 por mês cada além da franquia, usuário adicional a R$ 9,99, e de 2 a 30 usuários conforme o plano. IA (9). Cada operação é medida e aparece no consumo do escritório; o tratamento de dados está nos termos de uso e na política de privacidade.

E o que eu não vou afirmar aqui: prazo de resposta do suporte (11) e migração assistida de outro sistema não têm número publicado — se isso for decisivo para você, pergunte e exija por escrito, aqui e em qualquer concorrente.

Este guia é sobre como comprar, não sobre quem é melhor: as doze perguntas servem para qualquer fornecedor, inclusive contra nós. Conteúdo informativo, sem orientação jurídica.

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As nove ferramentas são gratuitas e não pedem cadastro — dá para conferir a exatidão do cálculo e do prazo antes de qualquer conversa. Se quiser ver o sistema inteiro, o plano grátis não pede cartão.

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